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Sistema Imunológico

segunda-feira, 23 de junho de 2014

O SISTEMA IMUNITÁRIO HUMANO

O sistema imunitário é formado por diferentes espécies de glóbulos brancos ou leucócitos, e por órgãos que produzem e procedem a sua maturação. Confere ao corpo resistência à invasão de vários tipos de agentes ou corpos estranhos, também conhecidos como antígenos, patogênicos ou não. Esse sistema compreende um complexo de ações não específicas e específicas, que podem ser naturais ou artificialmente induzidas.

A imunidade natural não específica é conseguida por meio de secreções como as produzidas pelas glândulas sebáceas, sudoríferas e pela mucosa estomacal, assim como pelos sais biliares e pela urina, que contêm substâncias inibidoras de invasores. Outra forma de proteção é a oferecida pelas barreiras como pele, mucosas e certos processos biológicos. Estes últimos compreendem a ação de leucócitos do sangue.

Quando o corpo é invadido por micro-organismos, por exemplo, os primeiros leucócitos a chegar ao local da infecção são os neutrófilos. Eles atravessam as paredes dos capilares sanguíneos e se deslocam entre as células do tecido atingido, onde fagocitam os agentes invasores. Outras células que realizam atividade semelhante são os macrófagos. Como resultado da ação dos neutrófilos, o local fica inchado, vermelho, mais quente que o restante do corpo e acumula pus formado por restos de células e micro-organismos mortos. Se os invasores caem na corrente sanguínea, o processo se torna sistêmico, pois atinge o corpo todo e sobrevindo então a febre.

Entretanto, a imunidade natural não específica confere apenas imunização parcial. Então, um segundo nível de resposta imune entra em ação, o mecanismo que estimula a formação de anticorpos específicos. Estes são moléculas de proteína que reconhecem e se prendem a determinados receptores na superfície de corpos invasores. A interação antígeno-anticorpo ocorre no sangue, na linfa, na superfície das mucosas e entre as células dos tecidos. Os anticorpos bloqueiam a ação dos antígenos desintegrando-se e neutralizando sua ação tóxica.

A produção de anticorpos é realizada por tipos especiais de leucócitos, os linfócitos B, presentes nos linfonodos, baço e tonsilas. Eles são capazes de responder a uma ilimitada quantidade de antígenos. Logo que um linfócito B reconhece um antígeno, ele se divide muitas vezes, formando um conjunto de células idênticas, as quais passam a produzir o anticorpo específico para anular aquele antígeno.

Muitas vezes, para eliminar determinado invasor, o corpo precisa produzir vários anticorpos. Isso acontece porque há micro-organismos suficientemente complexos para apresentar vários antígenos, que estimulam diferentes linfócitos B para produzir cópias e os anticorpos correspondentes. Estes podem ser classificados em antitoxinas e aglutininas. As antitoxinas ligam-se às toxinas anulando sua ação tóxica, enquanto as aglutininas fixam-se nos antígenos, produzindo sua aglutinação.

CÉLULAS DO SISTEMA IMUNOLÓGICO

Macrófagos são células que se movimentam continuamente entre os tecidos, onde ingerem, por fagocitose, microrganismos, restos de células mortas, resíduos celulares etc. Quando estão no sangue, essas células são chamadas de monócitos, um tipo de leucócito.

Os linfócitos são os principais ‘soldados’ do sistema imunitário. Os linfócitos B, por exemplo, são especializados na produção de anticorpos, proteínas capazes de se combinar especificamente a substâncias estranhas ao corpo, inativando-as. Genericamente, toda substância estranha ao organismo e que desencadeia a produção de anticorpos contra ela é chamada de antígeno. Outro tipo de linfócito é o linfócito T matador, também conhecido como célula CD8. Esses linfócitos são especializados em reconhecer e matar células corporais alteradas, como as infectadas por vírus, por exemplo, impedindo que estes se multipliquem. Eles também atacam células estranhas à pessoa, sendo os principais responsáveis pela rejeição de órgãos transplantados.

Os linfócitos T auxiliadores, também conhecidos como células CD4, são os comandantes do sistema imunitário. Eles recebem informações dos macrófagos sobre a presença de invasores do corpo, estimulando imediatamente os linfócitos B e os linfócitos T matadores a combater os invasores. Se os linfócitos T auxiliares deixarem de atuar, os linfócitos B e os linfócitos T matadores não serão ativados. A aids (síndrome da imunodeficiência adquirida) é uma doença temível exatamente porque o vírus HIV ataca e destrói os linfócitos T auxiliadores. Consequentemente, os outros linfócitos não são ativados, e a pessoa passa a adquirir infecções que não afetam pessoas saudáveis.

ÓRGÃOS IMUNOLÓGICOS

São aqueles que possuem relação como sistema imunológico do organismo. Dividem-se em duas classes: primários e secundários.

Os linfócitos T e os linfócitos B são gerados na medula óssea vermelha ou rubra, como as demais células sanguíneas. Ainda jovens, os linfócitos T dirigem-se para o timo, órgão situado sobre o coração, onde irão amadurecer. Já os linfócitos B amadurecem na própria medula óssea. Por constituírem os principais locais de produção e amadurecimento dessas células, a medula óssea e o timo costumam ser denominados órgãos imunológicos primários ou centrais.

O timo localiza-se no mediastino, atrás do esterno e na altura dos grandes vasos do coração. Suas células mais abundantes são os linfócitos T.

Ao passar pelos gânglios linfáticos, os linfáticos T e B fixam-se temporariamente. Neste local, detectam a presença de invasores trazidos pela linfa e passam a se reproduzir, formando verdadeiros exércitos de células de combate. Órgãos que possuem linfócitos capazes de multiplicar-se são os linfonodos, os adenoides, as tonsilas, o apêndice vermiforme e o baço, genericamente chamados de órgãos imunitários secundários.

O baço é o maior dos órgãos linfoides e situa-se no quadrante superior esquerdo do abdome. É o único órgão linfoide interposto na circulação sanguínea e tem significativa importância na defesa contra micro-organismos que penetram na corrente sanguínea.

O SISTEMA IMUNITÁRIO EM AÇÃO

Vamos acompanhar, passo a passo, o que ocorre quando há uma infecção do organismo por um vírus, por exemplo. Suponhamos que esses invasores tenham conseguido atravessar a membrana que recobre as vias respiratórias de uma pessoa, penetrando nos tecidos e no sangue. Os macrófagos são as primeiras células do sistema imunitário a entrar em ação: além de combater diretamente os invasores, eles alertam outros componentes do sistema imunitário de que há uma invasão em curso.

Os macrófagos fagocitam ativamente substâncias estranhas, microrganismos e restos celulares presentes entre as células do corpo. Após serem parcialmente digeridas, substâncias dos corpos fagocitados, os antígenos, são expostas na superfície da membrana celular do macrófago. em outras palavras, os macrófagos capturam os invasores e “apresentam” as substâncias que os compõem para o sistema imunitário.

Em um passo seguinte, os linfócitos T auxiliadores reconhecem os antígenos apresentados pelos macrófagos. Os linfócitos T auxiliadores, também chamados de células CD4, possuem em sua membrana receptores capazes de unir-se aos antígenos apresentados pelos macrófagos. Durante essa união, os macrófagos liberam substâncias chamadas de interleucinas sobre os linfócitos T auxiliadores unidos a eles. As interleucinas ativam e estimulam a multiplicação dos linfócitos T auxiliadores, aumentando o número daqueles capazes de reconhecer o antígeno apresentado.

Os linfócitos T auxiliadores ativados liberam outros tipos de interleucinas, que estimulam od linfócitos T matadores e os linfócitos B capazes de reconhecer o invasor. Estes, por sua vez, multiplicam-se rapidamente por mitose, originando um verdadeiro exército de células capazes de combater especificamente o invasor. Os linfócitos continuam a multiplicar-se enquanto houver antígenos capazes de ativá-los. À medida que os antígenos são destruídos e vão desaparecendo, o número de linfócitos especializados em combatê-los vai diminuindo.

IMUNIZAÇÕES ATIVA E PASSIVA: VACINAS E SOROS

VACINAS

Um dos grandes avanços médicos do século XX foi o desenvolvimento da vacinação. Os cientistas descobriram que é possível preparar uma pessoa antecipadamente contra o ataque de certos microrganismos. Para isso, deve-se injetar nela uma vacina, que consiste em antígenos isolados de microrganismos causadores de certa doença ou mesmo de microrganismos vivos previamente atenuados, isto é, tratados de modo a não causar a doença.

Os antígenos presentes na vacina desencadeiam, no organismo vacinado, uma resposta imunitária primária, na qual há produção de células de memória. Caso o organismo seja invadido pelo microrganismo contra o qual foi imunizado, ocorrerá resposta imunitária secundária, muito mais rápida e intensa que a primária, e os invasores serão destruídos antes mesmo de aparecerem sintomas da doença.

SOROS

Certas substâncias tóxicas, como toxinas bacterianas ou peçonha de cobras e aranhas, têm efeitos fulminantes no organismo, podendo matar a pessoa antes que ela consiga produzir anticorpos. Em picadas de cobra, por exemplo, é preciso inativa rapidamente a peçonha, antes que ela produza danos irreversíveis ao organismo. O tratamento é feito pela injeção de soro imune, uma solução de anticorpos contra peçonha de cobras extraídos do sangue de um animal previamente imunizado.
O soro é preparado da seguinte maneira: injeta-se em cabras, cavalos ou outros mamíferos de grande porte doses sucessivas e crescentes do antígeno contra a qual se deseja (INCOMPLETO)

DISFUNÇÕES DO SISTEMA IMUNOLÓGICO

O sistema imunitário do corpo normalmente reconhece e não ataca seus próprios constituintes. Situações em que o organismo destrói seus tecidos acontecem nas doenças denominadas autoimunes. Um exemplo é a artrite reumatoide, inflamação crônica que compromete principalmente as articulações das mãos, pés, cotovelos, joelhos e ombros.

Casos de deficiência na resposta imunitária também podem ocorrer, por exemplo, no fogo selvagem, no lúpus eritematoso, na hipogamaglobulinemia, uma doença autoimune rara, ou na síndrome de imunodeficiência adquirida (AIDS), provocada pelo vírus HIV.

Outras disfunções autoimunes são as alergias, que consistem em reações exageradas a antígenos não patogênicos, como os dos grãos de pólen, ou o vitiligo autoimune, doença na qual ocorre a formação de anticorpos que destroem os melanócitos. Por isso, as pessoas doentes apresentam manchas esbranquiçadas em várias partes do corpo, inclusive no rosto e cabelos.

Em casos de transplantes de órgãos ou enxerto de tecidos, técnicas imunossupressoras são utilizadas para evitar a rejeição. Então, o sistema imunológico é artificialmente bloqueado, por meio de drogas, para que o organismo receptor aceite o órgão ou tecido transplantado.

Esclerose Múltipla

domingo, 22 de junho de 2014

Esclerose Múltipla (EM): Entenda a doença autoimune

A esclerose múltipla (EM) foi descoberta pela ciência no ano de 1860, sendo o médico francês Charcot o responsável por tal descoberta. Desde então, iniciou-se a busca pela cura de tal enfermidade, sem sucesso até o presente momento. A esclerose múltipla é causada por dano à bainha de mielina, cobertura protetora que envolve as células nervosas (axônios). Quando esse revestimento protetor é danificado, os impulsos nervosos diminuem ou são interrompidos. O dano ao nervo é causado pela inflamação. A inflamação ocorre quando as células autoimunes do corpo atacam o sistema nervoso. Episódios repetidos de inflamação podem ocorrer em qualquer área do cérebro, nervo óptico ou da medula espinhal. 

Esquema do Sistema Nervoso Central no corpo humano.


Causas



A esclerose múltipla (EM) afeta mais mulheres do que homens. A doença geralmente é diagnosticada entre 20 e 40 anos, mas pode desenvolver-se em qualquer idade.

A esclerose múltipla é causada por dano à bainha de mielina, cobertura protetora que envolve as células nervosas. Quando esse revestimento protetor é danificado, os impulsos nervosos diminuem ou são interrompidos.

O dano ao nervo é causado pela inflamação. A inflamação ocorre quando as células autoimunes do corpo atacam o sistema nervoso. Episódios repetidos de inflamação podem ocorrer em qualquer área do cérebro, nervo óptico ou da medula espinhal. A característica mais importante da esclerose múltipla é a imprevisilidade dos surtos.

Esquema do sistema nervoso central com detalhe para a mielina.

Sintomas

Os sintomas da esclerose múltipla podem imitar os de muitas doenças do sistema nervoso central. A doença é diagnosticada com a exclusão de outras doenças. Pode causar muitos sintomas, incluindo visão turva, perda de equilíbrio, falta de coordenação, fala arrastada, tremores, dormência, fadiga extrema, problemas de memória e concentração, paralisia e cegueira e muito mais. Esses problemas podem ir e vir ou persistir e agravar-se ao longo do tempo. As pessoas com uma forma de esclerose múltipla chamada surto-remissão podem ter um histórico de pelo menos dois ataques separados por um período de sintomas reduzidos ou assintomáticos. 

Além disso, a maioria das pessoas com esclerose múltipla não se tornam gravemente incapacitados. Dois terços das pessoas permanecem capaz de andar, embora muitos vão precisar de uma ajuda, como uma bengala ou muletas, e alguns vão usar uma scooter ou cadeira de rodas por causa de fadiga, fraqueza, problemas de equilíbrio, ou para ajudar na conservação de energia. 

Diagnóstico

A maioria das pessoas são diagnosticadas entre as idades de 20 e 50. O médico pode suspeitar de esclerose múltipla se houver diminuição na função de duas partes diferentes do sistema nervoso central (como reflexos anormais) em dois momentos diferentes. O diagnóstico é basicamente clínico, complementado por exames de imagem, por exemplo, a ressonância magnética. O exame neurológico pode mostrar uma função nervosa reduzida em uma ou em várias partes do corpo. O diagnóstico da EM pode ser um processo desafiador. No início da EM, os sintomas podem ser não-específicos e sugestivos de várias desordens do sistema nervoso. Os primeiros sintomas que vêm e vão podem ser ignorados. Embora nenhum teste de laboratório único ainda disponível para provar ou descartar EM, a ressonância magnética (RM) é uma grande ajuda para chegar a um diagnóstico definitivo. Os critérios de diagnóstico que incorporam resultados de RM foram desenvolvidos e revisados ​​por especialistas na área e provedores de ter ajudado fazer um diagnóstico preciso e oportuno. 

Ressonância Magnética de um Esclerosado Múltiplo.


Tratamento

Uma vez confirmado o diagnóstico de esclerose múltipla, uma doença inflamatória desmielizante, com manifestação remitente-recorrente, o tratamento tem dois objetivos principais: abreviar a fase aguda e tentar aumentar o intervalo entre um surto e outro. No primeiro caso, os corticosteroides são drogas úteis para reduzir a intensidade dos surtos. No segundo, os imunossupressores e imunomoduladores ajudam a espaçar os episódios de recorrência e o impacto negativo que provocam na vida dos portadores de esclerose múltipla, já que é quase impossível eliminá-los com os tratamentos atuais. O prognóstico varia e é difícil de prever. Embora a doença seja crônica e incurável, a expectativa de vida pode ser normal ou quase normal. A maior parte das pessoas com esclerose múltipla continua andando e trabalhando com uma deficiência mínima durante 20 anos ou mais.

Recomendações

Embora não altere a evolução da doença, é importante manter a prática de exercícios físicos; Quando os movimentos estão comprometidos, a fisioterapia ajuda a reformular o ato motor, dando ênfase à contração dos músculos ainda preservados; O tratamento fisioterápico associado a determinados remédios ajuda também a reeducar o controle dos esfíncteres; Nas crises agudas da doença, é aconselhável o paciente permanecer em repouso. 

Dia Nacional De Conscientização Da Esclerose Múltipla

O dia 30 de agosto é o dia instituído pela lei federal 11.303 de 11 de maio de 2006, para a conscientização da Esclerose Múltipla em todo o Brasil. Nesta data, associações em vários estados promovem eventos sociais públicos com o objetivo de levar a um maior número de pessoas esclarecimentos sobre a E.M., buscando assim um contato direto com as pessoas, quebrando o estigma de que esta doença impossibilita a convivência social.

Com o passar dos anos, o pouco conhecimento da enfermidade e a falta de tratamentos para minimizar os efeitos da progressão da doença geraram preconceitos e crenças equivocadas na população, dentre as quais a de que a EM era uma doença mental, uma doença de idosos, ou mesmo a doença do esquecimento (por conta do adjetivo esclerosado, o qual é usado vulgarmente para designar pessoas esquecidas).

Tal desconhecimento acarreta grandes prejuízos para as pessoas acometidas de tal enfermidade, uma vez que o preconceito se manifesta nas mais diversas situações e o resultado é que depressão, falta de amizades e ânimo para viver passam a fazer parte do cotidiano de muitos portadores de esclerose múltipla.

Esclerose Múltipla e a cura alternativa: Vitamina D

Já circulou na internet a informação de pacientes com esclerose múltipla que foram tratados à base de altas doses de vitamina D. O documentário “Vitamina D - Por uma outra terapia", disponível no YouTube, conta, por exemplo, a história de seis portadores da doença que tiveram suas vidas transformadas a partir deste polêmico tratamento, que não é reconhecido pela maioria dos especialistas por ainda ser considerado experimental.

Um dos fatores de risco ambiental para o desenvolvimento da esclerose múltipla mais estudado atualmente é a deficiência da vitamina D. Apesar disso, Dr. Rodrigo Barbosa Thomaz, neurologista do Einstein, adverte que são vários os fatores de risco relacionados com a doença: os genéticos, os ambientais, e a interação destes (e não um fator isolado) que potencialmente desencadeariam os processos imunológicos responsáveis pelo início e pela evolução da doença.

A vitamina D é um precursor hormonal encontrado de duas formas: em plantas e peixes ou sintetizada pela exposição à luz solar. O homem pode manter os níveis necessários de vitamina D expondo-se ao sol, em horários e tempo mais adequados à produção e armazenamento, ou ingerindo alimentos enriquecidos com a vitamina. Esta, por sua vez, ajuda a manter o equilíbrio do cálcio e a mineralização do esqueleto humano.

Por outro lado, a deficiência da vitamina D pode estar relacionada à baixa exposição das pessoas à luz solar, ou por questões geográficas e climáticas. “Pode-se observar o elevado número de pessoas afetadas pela esclerose múltipla em países frios, em altas latitudes, e a baixa prevalência da doença em áreas mais próximas à linha do Equador, onde há maior tempo e clima favorável à exposição solar”, salienta Rodrigo Thomaz.

Um estudo publicado na revista Brain, por Jorge Correale, em janeiro de 2009, indicou que os níveis deficientes da vitamina D podem influenciar positivamente a evolução da doença. Outro estudo, da Harvard School of Public Health, liderado por Alberto Ascherio, em 2006, sugeriu a diminuição de 41% do risco de esclerose múltipla para cada 50nmol/L aumentando os níveis de vitamina D. Isto é, o risco de esclerose múltipla foi mais baixo entre aqueles ministrados com doses mais altas de vitamina D, e os riscos mais altos desta doença ficaram com aqueles com níveis mais baixos desta vitamina.
O neurologista do Einstein afirma: “Não se sabe ao certo como a reposição desta vitamina pode alterar o curso da doença. Outro problema inerente ao tratamento é a dose e o tempo ideal para repor os níveis deficientes, havendo o risco dos efeitos tóxicos incluindo a elevação dos níveis de cálcio no sangue (hipercalcemia), hipertensão arterial, náuseas, diminuição do apetite, fraqueza, constipação intestinal e insuficiência ou dano renal”.

Para Rodrigo Thomaz, até o momento, não existem estudos concluídos e baseados em evidências que indiquem que a substituição dos tratamentos convencionais pelo tratamento exclusivo com altas doses de vitamina D seja benéfica, ou superior.

“Ressalto que pesquisas envolvendo os níveis de Vitamina D em portadores de esclerose múltipla, na sua maioria, são realizados em países onde a incidência de raios ultra-violeta (UV), o tempo de exposição solar e os hábitos alimentares e culturais são diferentes do Brasil”.

Conclusão

Considera-se que a esclerose múltipla afete mais de 2 milhões de pessoas em todo o mundo, e o risco de uma pessoa apresentar EM de acordo com dados brasileiro é de cerca de 15 em 100.000 para a população geral. Atualmente não existe cura para a EM, porém os tratamentos atuais podem fazer mais do que simplesmente tratar os sintomas – eles podem reduzir o número de recorrências e também retardar a progressão da doença.

A esclerose múltipla afeta cada pessoa de forma diferente e os sintomas podem surgir e desaparecer ao longo do tempo. Alguns dos sintomas mais comuns são: dormência em partes do corpo, problemas de equilíbrio, fala desarticulada, problemas relacionados à bexiga, problemas intestinais, dificuldades cognitivas, depressão, fadiga, visão embaçada e tontura.

Também chamada de “exacerbação” ou “surto”, uma recorrência é quando os sintomas de uma pessoa pioram, ou quando surgem novos sintomas. Embora as recorrências sejam temporárias, elas algumas vezes produzem novos sintomas ou incapacitações que são permanentes. A esclerose múltipla não pode ser transmitida de uma pessoa para outra. A doença é causada por uma combinação entre os genes de uma pessoa e certos fatores ambientais.


REFERENCIAIS INDICADOS
FAQs about MS. National Multiple Sclerosis Society Web site. AQUI

Courtney AM, Treadaway K, Remington G, Frohman E. Multiple sclerosis. Med Clin North Am. 2009;93:451-476.

Symptoms. National Multiple Sclerosis Society Web site. AQUI

Exacerbations. National Multiple Sclerosis Society Web site. AQUI

Healthy Living. International MS Federation Web site. AQUI

Symptoms. International MS Federation Web site. AQUI

Pregnancy and Reproductive Issues. National Multiple Sclerosis Society Web site. AQUI

Eligibility Criteria by Alphabetical Listing. American Red Cross Web site. AQUI

Optic Neuritis. National Multiple Sclerosis Society Web site. AQUI

Minha Vida. Saúde, alimentação e bem - estar. AQUI

Dr. Drauzio. AQUI

Hospital Geral de Fortaleza. AQUI

Em Dia Com a Saúde. AQUI

Obs.: durante minha pesquisa, acessei esses websites.

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