Foco

Te ajudamos a aprender o que precisar. Estude com dedicação!

Sonhe

Te ajudamos a alcançar seus objetivos através dos estudos!

Conhecer

O conhecimento apresentando o mundo de uma nova forma para você.
 

Revolução Industrial no Brasil e no Mundo

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Dá-se o nome de Revolução Industrial a uma série de mudanças nas atividades produtivas, iniciadas por volta de 1760 na Inglaterra. Naquela época e nas décadas seguintes, o processo de produção foi acelerado por uma sequência de invenções cujo ponto central era a utilização do vapor como força motriz.

A evolução técnica foi o cerne da Revolução Indus­trial, mas não seu elemento único. Considerando que o termo revolução, em seu significado histórico, indica um conjunto de transformações profundas, a Revolução Industrial corresponde plenamente a essa acepção.

No plano técnico, houve alterações não apenas na produção de bens de capital (máquinas, equipamentos) e de artigos de consumo, como também nas técnicas agrí­colas e nos meios de transporte. Mas, acima de tudo, a Revolução Industrial foi marcada pelas modificações econômicas e sociais. E acarretou ainda mudanças no campo político, intelectual e comportamental.

A Revolução Industrial foi, portanto, um aconteci­mento histórico de enorme amplitude, implicando transformações tão extensas que merecem ser denomina­das revolucionárias.

As mudanças tecnológicas, econômicas e sociais registradas entre 1760 e 1860 correspondem à Primeira Revolução Industrial. O período caracterizou-se pelo uso das máquinas a vapor, feitas de ferro e tendo como combustível o carvão mineral.

Na década de 1860, o trinômio vapor-carvão-ferro começou a ser substituído pela eletricidade, petróleo e aço, dando início à Segunda Revolução Industrial.

Etapas da atividade industrial


A palavra indústria é de formação latina; em seu sentido original, indicava o modo de transformar maté­rias-primas em produtos a ser utilizados ou consumidos. Nessa acepção, a indústria abrange três processos: o artesanato, a manufatura e a maquinofatura - sendo os dois primeiros anteriores à Revolução Industrial.

O artesanato é a forma mais simples de indústria. Nele, todas as fases da produção são realizadas pela mes­ma pessoa. Por exemplo: na tecelagem, quem produzia fios também os tecia. Como o artesão trabalhava em ca­sa, auxiliado apenas pela família, esse tipo de atividade industrial é conhecido como sistema doméstico de produção.

A manufatura representa um estágio mais avança­do da atividade industrial. Nela, um certo número de tra­balhadores é concentrado no local da produção, onde ocorre uma divisão do trabalho ou especialização: o processo produtivo é segmentado e cada trabalhador passa a executai- uma tarefa específica, sem precisar se deslocar ou trocar de ferramentas. Com isso, há um ganho de produtividade. As manufaturas surgiram na Europa Ocidental durante a Baixa Idade Média, impulsionadas pelo Renascimento Comercial e Urbano.

A maquinofatura, que caracteriza a Revolução In­dustrial, distingue-se pelo emprego de máquinas, as quais substituem tanto as ferramentas dos artesãos como os equipamentos utilizados nas manufaturas.

Devemos portanto lembrar que a palavra indústria pode, eventualmente, ser aplicada a situações anteriores à Revolução Industrial. Claro que, nesses casos, ela terá o sentido de artesanato ou de manufatura - nunca o de maquinofatura.

No artesanato, o produtor gozava de certa indepen­dência, graças à propriedade dos instrumentos de produção. Com o advento das manufaturas, muitos trabalhadores domésticos autônomos tomaram-se assalariados. Dei­xaram de comprar matéria-prima e de ter ferramentas próprias, as quais passaram para o controle de seu empregador (geralmente um grande comerciante que também era dono da manufatura). Dessa forma, o ex-artesão receberia apenas o pagamento de seu trabalho, sem qualquer participação nos possíveis lucros resultantes da venda dos produtos.

Uma variante do sistema doméstico de produção, surgida com o Renascimento Comercial e Urbano e que sobreviveu durante um longo período, foram as oficinas artesanais. Nestas, o proprietário trabalhava juntamente com alguns empregados, os quais recebiam salários ou, em certos casos, tinham participação nas vendas. Esse foi o sistema disciplinado pelas corporações de ofício da Baixa Idade Média.

Na Idade Moderna, apesar da crescente importância da manufatura, o sistema doméstico de produção e as oficinas artesanais continuaram a existir, embora em condições cada vez mais precárias.

Fatores da Revolução Industrial Inglesa


Diversos fatores contribuíram para fazer da Inglaterra o país pioneiro na industrialização. Além dos elementos propriamente técnicos (inventos relacionados com a produção têxtil, aperfeiçoamentos na metalurgia e emprego do vapor como força motriz), devemos consi­derar aspectos econômicos, sociais, políticos e mentais.

O fator fundamental para a Revolução Industrial ter começado na Inglaterra foi de ordem econômica: a grande acumulação primitiva de capitais realizada pela burguesia do país na Idade Moderna.

As práticas mercantilistas carrearam para a Inglater­ra uma imensa quantidade de ouro e prata (metais amoedáveis, portanto equivalentes a dinheiro), acrescida de outras formas de acumulação, como a pirataria e o tráfico negreiro. Essa disponibilidade financeira iria facilitar os investimentos na indústria.

Por outro lado, desde o Ato de Navegação de 1651, e sobretudo após vencerem a Holanda (até então a potência marítima hegemônica), os ingleses expandiram seu co­mércio em escala mundial. A supremacia naval assegurou-lhes o domínio das rotas oceânicas e, consequentemente, dos mercados consumidores e fontes de matérias-primas.

Outro aspecto econômico foi o fato de a Inglaterra, apesar de relativamente pobre em recursos minerais, possuir abundantes jazidas de ferro e carvão - este último necessário como combustível para produzir vapor, mas ainda mais importante na metalurgia do ferro.

Entre os fatores sociais da Revolução Industrial, o mais relevante foi a ascensão da burguesia inglesa, tanto em termos de força econômica como de poder político e prestígio social. Tal ascensão teve duas causas interli­gadas: o enriquecimento proporcionado pela expansão do comércio e a vitória contra o absolutismo, alcançada com as Revoluções Inglesas do século XVII.

Outro destacado fator socioeconômico foi a enorme disponibilidade de mão-de-obra, pois um grande número de desempregados (os quais Marx chama de exército de reserva) inibe as reivindicações de quem estiver contratado e mantém os salários baixos, aumentando os lucros dos empresários.

À época da Revolução Industrial, havia nas cidades inglesas milhares de pessoas sem trabalho - em sua maioria, deslocadas das áreas rurais por força dos cercamentos. Estes haviam começado no século XV, com a finalidade de proteger as áreas cultivadas contra a voracidade dos reba­nhos de ovinos. No século XVIII, o processo de cercar os campos intensificou-se, em detrimento da classe dos yeomen - pequenos produtores rurais viviam da agricultura, do pastoreio e, frequentemente, também da produção de lã.

Apoiada pela burguesia no Parlamento, a aristocracia fundiária ampliou o cercamento das áreas rurais. Muitos yeomen, despojados das terras que cultivavam, concen­traram-se nas cidades, à disposição das manufaturas urba­nas e da nascente Revolução Industrial.

No plano político, as Revoluções Inglesas do século XVII (Puritana e Gloriosa) deram à burguesia capitalista participação efetiva no governo do país. Isso fez com que, no século XVIII, as autoridades implementassem medidas de incremento ao comércio, tais como melhorar as estradas, abrir canais e modernizai' os portos. A circu­lação de mercadorias foi facilitada, tanto pela eliminação de algumas taxas como pela uniformização de outras.

Finalmente, há que considerar os fatores mentais (ou psicológicos) da Revolução Industrial. Assim, ao analisar as atividades econômicas na Inglaterra durante os séculos XVII e XVIII, não se pode menosprezar a influência do puritanismo. Embora este não fosse o ramo protestante majoritário no país, ganhara forte impulso nos cem anos anteriores à Revolução Industrial. Ora, a ética calvinista dos puritanos contribuiu para o desenvol­vimento do capitalismo, pois incentivava o trabalho e a pou­pança, além de considerar o enriquecimento uma demonstração do favor de Deus e indício da salvação da alma.

A Revolução Industrial fora da Europa


O primeiro país a realizar a Revolução Industrial foi a Inglaterra, a partir de meados do século XVIII, seguida, no século XIX, por outras nações européias: Alemanha, Itália, Bélgica, Luxemburgo, Holanda, Suíça, Suécia, Áustria, e Rússia.

Fora do continente europeu, apenas Estados Unidos e Japão realizaram sua Revolução Industrial ao mesmo tempo que os países da Europa. Na grande maioria dos países subdesenvolvidos o processo de industrialização chegou cerca de duzentos anos atrasado em relação a Inglaterra. É ocaso da Revolução Industrial no Brasil, Argentina, México, África do Sul, Índia...

O espaço geográfico dos países altamente industrializados da Europa Ocidental caracteriza-se pelo menos por três aspectos: intensa industrialização, forte urbanização e grande aproveitamento do aspecto físico por uma agricultura e pecuária em bases modernas.

A Revolução Industrial dos Países da Europa ocidental apoiou-se em vários fatores, que resumidamente são:

  • Acumulação de capitais em decorrência da intensa exploração da atividade comercial no mundo e particularmente nas colônias americanas, nas feitorias e nas colônias asiáticas e africanas;
  • Existência de abundantes reservas de carvão mineral, minério de ferro e outras matérias primas industriais em muitos países europeus;
  • Grande desenvolvimento das técnicas de produção mediante a aplicação de dinheiro em pesquisas científicas;
  • Disponibilidade de mão de obra e intensa exploração da força de trabalho do operário ou trabalhador mediante o pagamento de baixos salários;
  • Expansão de empresas multinacionais ou transnacionais nos países subdesenvolvidos.

Surgiram então, no séc. XIX, as estradas de ferro, que facilitaram muito o transporte dos produtos manufaturados, tomando-os mais baratos e colaborando para a Revolução Industrial. A invenção dos alto-fornos desenvolveu muito as indústrias de ferro e aço. A população das cidades aumentou demais: um número cada vez maior de pessoas deixava o campo para trabalhar nas fábricas. O povo sofreu bastante com os vários problemas ligados a salários e condições de trabalho, tendo a Grã-Bretanha que importar cada vez mais gêneros alimentícios para suprir sua população sempre crescente.

A Revolução Industrial no Brasil


Na Inglaterra, o processo de Revolução Industrial teve início em meados do século XVIII, espalhando-se pela Europa neste mesmo período. O Brasil nesta época era colônia de Portugal e sofria os efeitos do Pacto Colonial imposto pela coroa portuguesa. Neste contexto, não era permitida abertura de indústrias no Brasil, cabendo aos colonos comprar os produtos manufaturados de Portugal.

Portanto, o modo de produzir gerado pela Revolução Industrial começou a se desenvolver, de forma significativa, em nosso país somente no final do século XIX e começo do século XX. Foram os ricos cafeicultores de São Paulo, com capital de sobra originário das exportações de café, que começaram a investir no setor industrial.

Nesta fase, as principais atividades industriais era a de produção de tecidos e de processamento de alimentos. Estas indústrias eram de pequeno e médio porte, tocadas pela burguesia industrial que estava em plena ascensão. Concentravam-se, principalmente, nos centros urbanos dos estados da região Sudeste, sendo que a cidade de São Paulo era o grande polo industrial.

O grande desenvolvimento industrial da década de 30 e 40


Foi com o final da República das Oligarquias que a indústria apresentou um grande avanço no Brasil. O governo de Getúlio Vargas, que teve inicio em 1930, incentivou o desenvolvimento do setor industrial nacional no país.

Foi a partir da década de 1930 que o Brasil começou a mudar seu modelo econômico de agrário-exportador para industrial.

Já no começo da década de 1940, ainda no governo Vargas, houve um forte incentivo industrial patrocinado pelo Estado com a criação de empresas estatais. Estas indústrias atuavam nos setores pesados, pois necessitavam de grandes investimentos. Como exemplos, podemos citar as seguintes empresas estatais que surgiram neste contexto:

  • Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) – criada na cidade de Volta Redonda (RJ) em 1940, atuava na área de siderurgia;
  • Companhia Vale do Rio Doce – criada em 1942, atuava na área de mineração;
  • Fábrica Nacional de Motores – criada em 1943, atuava na área de mecânica pesada;
  • Fábrica Nacional de Álcalis – fundada em 1943, atuava no setor químico.

Consequências da Revolução Industrial no Brasil


Embora tardia, os efeitos da Revolução Industrial no Brasil foram positivas em muitos aspectos:

  • Diminuição da dependência da importação de produtos manufaturados;
  • Aumento da produção com diminuição de custos, barateando o preço final dos produtos;
  • Geração de empregos na indústria;
  • Organização dos trabalhadores da indústria em sindicatos, que passaram a lutar por melhores condições de trabalho, direitos e salários mais justos;
  • Avanços nas áreas de transportes, iluminação urbana e infra-estrutura.

E claro, trouxe também os efeitos negativos:

  • Aumento da poluição do ar e dos rios (muitas industriais passaram a jogar produtos químicos e lixo em rios e córregos);
  • Crescimento desordenado dos centros urbanos com o êxodo rural e aumentos da vinda de imigrantes para as grandes cidades;
  • Uso de mão-de-obra infantil (na primeira etapa da industrialização).

Você Sabia?
Irineu Evangelista de Souza, o Barão de Mauá, foi um dos pioneiros da industrialização do Brasil. É considerado o primeiro grande industrial brasileiro, sendo o responsável pela primeira fundição de ferro, primeira ferrovia e primeiro estaleiro do Brasil.

Consequências da Revolução Industrial no Mundo


A Revolução tornou os métodos de produção mais eficientes. Os produtos passaram a ser produzidos mais rapidamente, barateando o preço e estimulando o consumo. Por outro lado, aumentou também o número de desempregados. As máquinas foram substituindo, aos poucos, a mão-de-obra humana. A poluição ambiental, o aumento da poluição sonora, o êxodo rural e o crescimento desordenado das cidades também foram conseqüências nocivas para a sociedade.

A partir da Revolução Industrial, houve um salto no crescimento econômico, e o modo de vida se transformou, as populações passaram a ter acesso à bens industrializados, se deslocaram para os centros urbanos, havendo o êxodo rural, e um grande crescimento demográfico. As relações também passaram por transformações, pois duas novas classes foram criadas, a dos proprietários e dos proletariados.

Outro ponto importante, foi a consolidação do capitalismo como o sistema econômico vigente, e o surgimento do capitalismo financeiro, que exigia altos investimentos das grandes empresas, onde os bancos entravam com os empréstimos e participavam ativamente das atividades econômicas. O processo de produção em série também caracterizou esse período, as mercadorias passaram a ser produzidas de maneira padronizada e uniforme.

O Imperialismo também ganhou lugar com sua política de expansão e domínio territorial, pois as potências capitalistas precisavam de mercados externos que servissem de um apoio para seu excedente de mercadorias. Os movimentos operários, os conflitos, e a criação do sindicalismo, que resultou na legislação trabalhista, também foi uma das principais consequências da revolução.

Bibliografia Indicada:

- MISES, Ludwig Von. Ação Humana. São Paulo: Instituto Ludwig von Mises Brasil. p. 29.

- Araújo, Maria Célia Soares. O Estado Novo. São Paulo: Zahar.

PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

sábado, 18 de abril de 2015

Conteúdo Introdutório ou Resumo

No século XX teve a primeira guerra mundial, a causa foi o imperialismo, disputa territorial; Participaram potências emergente e tradicional, divididas em dois blocos: tríplice entente e tríplice aliança. A tríplice entente era formada por: Inglaterra, Rússia e França. Alemanha, Itália e Áustria, formaram a tríplice aliança, mas o que culminou para primeira guerra mundial foi a morte de Francisco Ferdinando.
A guerra se dividiu em fases, sendo elas: guerras de movimento, trincheira. A Alemanha implacável parecia que ia ganhar, mas no momento final da guerra o E.U.A entrou na tríplice  entente.

Antecedentes

A Europa no final do século XIX se via em meio a um grande desenvolvimento tecnológico e econômico, o que levou o estilo de vida Burguês a ser o padrão
A ausência de guerras fez com que a atenção e os investimentos se deslocassem para a economia. O resultado foi a criação de um padrão de riqueza luxuoso, repleto de grandes inovações e bens de consumo. Mas isso não era para todos os países europeus.

Entre 1871 e 1914 houve na Europa uma corrida armamentista entre as várias potências econômicas colonialistas. Esse processo ficou conhecido como Paz Armada, sendo que o grande incentivo à indústria de armamento teve como grande laboratório de testes conflitos na Ásia e África, cujo objetivo era a expansão dos impérios coloniais. 

Os países que conseguiram enriquecer graças a partilha neocolonial no século XIX, França e Inglaterra, usufruíam de grandes avanços, principalmente porque as terras que foram divididas eram férteis e ricas em matéria-prima. Do outro lado haviam os insatisfeitos com esta partilha da Ásia e África, o povo alemão e o povo italiano não concordavam com a divisão que ocorrera pois, Alemanha e Itália não participaram do processo neocolonial.

O estopim deste conflito foi o assassinato de Francisco Ferdinando, príncipe do império austro-húngaro, durante sua visita a Sarajevo. As investigações levaram ao criminoso, um jovem integrante de um grupo Sérvio chamado mão-negra, contrário a influência da Áustria-Hungria na região dos Balcãs. O império austro-húngaro não aceitou as medidas tomadas pela Sérvia com relação ao crime e, no dia 28 de julho de 1914, declarou guerra à Servia.

Causas

A Primeira Guerra Mundial ocorreu no século XX. De 1914 a 1918, o continente europeu foi “palco” dos horrores causados pela guerra. Os principais motivos que levaram ao acontecimento da Primeira Guerra Mundial, segundo alguns estudiosos, foram o expansionismo, a exploração Imperialista da África e Ásia (a partir do final do século XIX até meados da década de 1960), a corrida armamentista e a política de alianças.

Fases

A primeira fase ocorreu de agosto a novembro de 1914 e ficou conhecida como a guerra de movimento, quando a Alemanha realizou ataques agressivos contra a França. Os alemães invadiram a Bélgica, derrotaram os franceses e caminharam rumo a Paris. Logo de imediato, a capital e o governo francês foram transferidos para a cidade de Bordeaux e os franceses conseguiram conter os ataques dos alemães, que recuaram a ofensiva em setembro de 1914.

A segunda fase da Primeira Guerra Mundial aconteceu de novembro de 1914 a março de 1918. Essa fase ficou conhecida como a Guerra de posições, época em que ocorreram as maiores estratégias militares (os avanços dos exércitos custavam milhares de vidas). Nesse momento, teve início a chamada guerra de trincheiras, quando os exércitos se enterraram em valas com a finalidade de proteção.

As ofensivas de 1918 se constituíram como a terceira fase da Primeira Guerra Mundial. Novas armas bélicas foram utilizadas no conflito, além do uso de tanques e aviões de caça para bombardeios e também a chegada de um grande contingente de soldados norte-americanos (aproximadamente 1,2 milhão de soldados).

A entrada dos EUA reforçou a capacidade bélica da Entente, entretanto a saída da Rússia possibilitou a invasão da Itália e da França pela Alemanha. Mas a força bélica da Tríplice Entente conseguiu vitórias fundamentais sobre a Tríplice Aliança em territórios franceses.

No final de 1918, a Alemanha não tinha mais possibilidade de vencer a guerra e a população alemã forçou o imperador Guilherme II a abdicar do trono. Posteriormente foi instalada a república na Alemanha e decretada a sua derrota militar.

Pós-guerra

Ao fim da Grande Guerra, a aviação militar, os canhões, os tanques e os gases venenosos tinham provado sua eficiência. O saldo trágico da Primeira Grande Guerra Mundial foi de  cerca de 8 milhões de mortos e 20 milhões de mutilados.

Os vencedores foram implacáveis nos tratados de paz impostos aos vencidos. Vários acordos foram assinados entre os dois lados, que, em seu conjunto, receberam a designação de Tratado de Versalhes.Esses tratados redefiniram o mapa europeu com o surgimento de novos Estados, como a Tchecoslováquia, a Áustria, a Hungria e a Iugoslávia. Em 28 de junho de 1919, os líderes da França, da Inglaterra e dos Estados Unidos impuseram as condições de paz à Alemanha.

Veja alguns trechos do Tratado de Versalhes:

Artigo 45 - A Alemanha cede à França a propriedade absoluta (...) com direito total de exploração das minas de carvão situadas na bacia do rio Sarre. (...)
Artigo 56 - [A Alemanha devolve a Alsácia-Lorena à França]. Os bens e propriedades dos Estados alemães na região também deviam ser transferidos para a França, sem que nenhuma indenização fosse paga aos alemães. (...)
Artigo 119- (...) A Alemanha renuncia, em favor das potências aliadas a todos os seus direitos sobre as colônias ultramarinas.

Além disso, a Alemanha ficou  proibida de possuir aviação militar, submarinos e artilharia pesada, teve de entregar aos vencedores parte de seus navios mercantes, seu exército foi reduzido a um contingente máximo de 100 mil homens e contraiu uma enorme dívida de guerra.

Considerando humilhante a paz que lhes foi imposta em Versalhes, os alemães passaram a alimentar um grande ódio e um desejo de vingança em relação aos vencedores, sobretudo no que dizia respeito à França. Tudo isso favoreceu o ressurgimento de movimentos ultranacionalistas na Alemanha e lançou a semente de um outro conflito ainda mais cruel, a Segunda Grande Guerra Mundial.

BIBLIOGRAFIA INDICADA:

- Os sonâmbulos - como eclodiu a Primeira Guerra Mundial
  Autor: Clark, Christopher
  Editora: Companhia das Letras

  Temas: História Geral, Primeira Guerra Mundial

Lorem

Please note: Delete this widget in your dashboard. This is just a widget example.

Ipsum

Please note: Delete this widget in your dashboard. This is just a widget example.

Dolor

Please note: Delete this widget in your dashboard. This is just a widget example.